Páginas

Tradutor

Wikipedia

Resultados da pesquisa

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Educação sempre educação!!!!



Os reais protagonistas do saber
por Evelini Rocha

No cenário atual da educação no Brasil, percebemos as inúmeras dificuldades existentes em uma sociedade desigual e discriminatória, onde os sujeitos envolvidos sofrem os agravos de um modelo autoritário, sem provimento dos direitos básicos dos cidadãos, condições reais e necessárias de trabalho e salários indignos a sua profissão. A modificação desses fatores, é indispensável para a construção, reorganização e crescimento das instituições de ensino.
Dentro deste contexto, percebemos uma cultura existente nas instituições, quando se trata do professor, é o “detentor do saber”. Esta condição criada em uma metodologia tradicionalista, está enraizada na sociedade de forma e dificultar as transformações necessárias para um novo olhar sobre educação.
 Essa metodologia traz o professor como mero transmissor de informações, seguindo roteiros e avaliações arcaicas, e o aluno como ouvinte/passivo, se utilizando de “decorebas”, com objetivos simplórios na construção do seu conhecimento.
Diante do exposto, faz-se necessário um olhar diferenciado à instituição de educação e suas funções. Se queremos uma escola plural, multicultural, dialógica e portanto transformadora, devemos nos perguntar de que forma, nós, enquanto professores somos responsáveis por essa mudança.
O professor deve tentar se apropriar da realidade do aluno e da escola, buscando compreender o contexto no qual estão inseridos. Desta forma, como diz Moran (2009), atingirá todas as dimensões envolvidas no processo de ensino/aprendizagem, desde as cognitivas, até as emotivas, sociais e éticas.
Sabemos da necessidade de professores mais humildes respeitando a si próprio a aos outros, corajosos para lidar com os medos existentes, tolerantes a aprender com o diferente, livres, pois:
“...não importa se com deslizes, com incoerências, mas disposto a superá-los, a humildade, a amorosidade, a coragem, a tolerância, a competência, a capacidade de decidir, a segurança, a eticidade, a justiça, a tensão entre paciência e impaciência, a parcimônia verbal, que contribuo para criar, para forjar a escola feliz, a escola alegre. A escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que se atua, em que se cria, em que se fala, em que se ama, se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim à vida. E não a escola que emudece e me emudece.” FREIRE,1997

Na busca por um bom relacionamento com os alunos e uma “real” construção do conhecimento, o professor mais pretensioso de cidadania e menos pretensioso de conteúdos, mais libertador, dinâmico, colaborativo e dialógico, trazendo a democracia, consegue se apropriar das realidades dos sujeitos, assim modificando seu olhar sobre o ensino, sobre seu aluno e sobre si mesmo, desta forma, conseguirá recolocar-se neste processo, reconhecendo a não necessidade de “saber tudo”, permitindo-se mais humilde e tornando-se mais livre. Pois “só pessoas livres - ou em processo de libertação - podem educar para a liberdade, podem educar livremente. Só pessoas autônomas, livres podem transformar a sociedade.” (Moran, Educar o Educador, 2009).


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MORAN, José Manuel. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Educar o Educador. 16ª ed. Campinas: Papirus, 2009, p.12-17. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran.

FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não. cartas a quem ousa ensinar. 1997 p. 42

Nenhum comentário:

Postar um comentário