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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Metodologia Dialética em Sala de Aula



Artigo
Metodologia Dialética em Sala de aula


Tatiana dos Santos Pereira


Resumo

O presente artigo destaca como foi meu estágio, quais foram as percepções que tive entre as observações e a prática em sala de aula, quais foram as mudanças de planejamento no decorrer desse período, como se percebi que houve aprendizagem e como foi o papel desempenhando por mim como professora.

            Palavra-chave: Responsabilidade



 
                                            Metodologia Dialética em Sala de Aula

            Conforme as necessidades vistas nos alunos foram feitos atendimentos individuais, íamos até a classe desse aluno ajudávamos conforme sua dificuldade, as parcerias entre os alunos foi uma boa estratégia, pois eles se ajudavam muito entre si, trabalhos coletivos onde cada um opinava sobre alguma coisa, pesquisas, as atividades de reforço que era dado por outros professores, atividades diferenciados, incentivos e estimulo na resposta oral.
            O planejamento foi elaborado conforme a observação feita antes do estágio e sobre a orientação da professora titular, neste sentido foram desenvolvidas atividades de interpretação de texto, trabalhos em dupla, fichas de leitura, pesquisa no laboratório de informática, saídas de campo, pesquisa com pais ou responsáveis, resposta oral com os questionamentos feitos antes, durante e depois das atividades, pois cada vez que dávamos uma atividade essa era explicada antes dos alunos realizarem ela, caso surgisse duvida no decorrer das atividades os alunos também eram auxiliados e na hora da correção fazíamos no quadro explicando novamente, tentando sanar as duvidas ainda existentes. No entanto, algumas alterações foram feitas durante o percurso, pois percebemos que essas alterações eram necessárias, decorrentes a aqueles alunos que tinham mais dificuldade em entender, porém não fugimos do contexto que nos foi passado no plano de estudos.
            Como dizia Paulo Freire: "Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha". (FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.). Como professor estamos em constante aprendizado, assim como ensinamos aquilo que aprendemos, também aprendemos com aqueles que estamos ensinando.
            Através do plano de estudo que a professora titular apresentou, a mesma marcou quais os conteúdos a serem trabalhados e a partir disso, foi feita uma pesquisa através de livros e internet. Buscamos fazer aulas diversificadas, diferentes do que eles estavam acostumados.
No Projeto Político Pedagógico da escola dizia que era para trabalhar com a realidade dos alunos em parceria com os pais ou responsáveis e comunidade escolar. Pois os alunos têm que aprender conforme sua realidade.
Essa percepção deu-se nas observações, onde conseguimos captar os alunos que interagiam mais e os que tinham mais dificuldade em realizar as atividades propostas pela professora titular. A mesma nos disse numa conversa que alguns alunos tinham “preguiça” de fazer, rotulando os mesmos. No entanto, durante nosso estágio conseguimos discernir que não era exatamente preguiça que esses alunos tinham, mas sim falta de estimulo vindo da professora. Então nessas três semanas de estágio procuramos fazer uma aula dinâmica, onde todos participavam de forma espontânea, sem pressão da nossa parte.
O fato de termos estagiado na escola onde estudamos durante anos e de moramos no bairro, nos facilitou bastante, pois como o bairro é pequeno, conhecemos muito das famílias dos nossos alunos e a realidade em que vivem. A professora da turma também nos falou sobre cada um, embora ela tenha nos orientado há não nos envolvermos muito com eles, pois ela não se envolvia para que isso não lhe trouxesse problemas.
Porém Freire já nos dizia

Não há ensino sem pesquisa, e pesquisa sem ensino. Enquanto ensinamos, continuamos a buscar, a reprocurar. Pesquisamos para conhecer o que ainda não conhecemos, e comunicar ou anunciar a novidade.Pensar certo, do ponto de vista do professor, tanto implica o respeito ao senso comum no processo de sua necessária superação, quanto o respeito e o estímulo à capacidade criadora do educando. (Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia).
            Ao passar dos dias do nosso estágio, percebemos que os alunos quando sentavam em dupla, desenvolviam com mais facilidade as atividades, pois um ajudava o outro e de certa forma os alunos que sabiam mais tinham uma didática diferente para ensinar o colega, pois a linguagem que ambos falavam era a mesma e esses se sentiam mais confiantes em aprender da forma que o colega explicava.
Percebemos também que quando dávamos a eles uma atividade que se estendia para fazerem com seus pais, eles vinham com outra visão daquilo que tínhamos ensinado, trazendo o modo que os pais haviam aprendido.
Em relação ao apoio na escola, temos dois pontos a destacar: a questão da professora titular tirar da sala dois alunos para fazer reforço durante nosso período de aula nos incomodou um pouco, pois o trabalho que estávamos fazendo com eles era um trabalho sério de suma importância para eles, pois estávamos ali para ensinar e também aprender com eles. Outro fato, foi de um aluno ter faltado a semana inteira e quando questionado o porque da sua ausência nas aulas ele quis dizer que como éramos estagiárias não tinha muita importância que ele faltasse, como se o que tínhamos a ensinar não ia lhe fazer falta ou acrescentar em alguma coisa.
Embora tudo que passamos durante o nosso estágio, posso dizer aqui que foi uma experiência gratificante, pois nesses dias que tivemos contato com as crianças transmitimos nosso conhecimento, mas também aprendemos muito com cada olhar e com cada história que ouvíamos dele.
No texto que foi nos dado para apoio, conseguimos absorver como nós professores temos que trabalhar com nossos alunos, fazer com que eles busquem o conhecimento e que para isso devemos estimulá-los e fazer e nossas aulas mais prazerosas, trabalhar com o concreto, com aquilo que eles possam sentir e tocar.
O método tradicional faz parte da rotina de muitas escolas, tendo que o professor para não perder o domínio da turma ainda acha a maneira mais adequada de se trabalhar, porém podemos ser um professor tradicional, mas também construtivista ao mesmo tempo. Temos que condicionar o nosso aluno ao aprendizado, estimular ele ao conhecimento, fazer com que ele vá atrás de novas informações e não somente passarmos pra ele que aquilo que estamos dizendo é o correto e que ele tem que aceitar o que estou dizendo. O professor tem que instigar o aluno, fazer com que ele vá atrás de respostas e provocá-lo a uma nova forma de aprendizagem, pois quando nós somos incitados a descobrir o novo, sentimos mais prazer e dessa forma o aprendizado se torna mais significativo.
Uma citação de Vázquez resumi tudo que passamos no estágio

A teoria em si(...) não transforma o mundo. Pode contribuir para sua transformação, mas para isso tem que sair se si mesma, e, em primeiro lugar, tem que ser assimilada pelos que vão ocasionar com seus atos reais, efetivos, tal transformação. Entre a teoria e a atividade prática transformadora se insere um trabalho de educação das consciências, de organização dos meios materiais e planos concretos de ação. (A.S. Vázquez, Filosofia da Práxis, p.26) 

Conclusão

Nessas três semanas de estágio me serviu como experiência, o papel que desempenhei perante a turma foi satisfatório pelo que pude perceber, no entanto sabemos que não é nada fácil nessa etapa onde os alunos se encontravam fazer com que a aprendizagem acontecesse, pois cada um tem um tempo diferente e havia dois alunos que ainda não estavam alfabetizados. Foi então que tivemos que encontrar métodos diferentes para que estes alunos não ficassem excluídos diante dos outros e os demais também não ficassem sem fazerem nada durante o tempo que estávamos auxiliando eles.  E tudo isso acabou sendo gratificante, pois conseguimos desenvolver um trabalho onde cada aluno da sua maneira conseguiu absorver o que estava sendo proposto.
Levarei para minha vida profissional essa experiência que tive durante estas semanas, buscando cada vez mais melhorar como professora, pois não somente transmiti conhecimento para esses alunos assim como aprendi muito com eles também, e espero ser lembrada por eles como a professora que fez a diferença na minha vida escolar.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997

A.S. VÁSQUEZ, Filosofia da Práxis, p. 26




Este artigo foi desenvolvido com a finalidade de demonstrar o que desempenhei durante as três semanas de estágio. O quão satisfatório foi essa experiência e que isso levarei para a minha vida profissional, que os erros e os acertos me fizeram repensar em novas metodologias.

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