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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

EJA NO CONTEXTO ATUAL

EJA NO CONTEXTO ATUAL                                                                                     Maria Jurema dos Santos

Após muitos fóruns pelo país, a EJA conseguiu chamar atenção e respeito, inclusive colocando o país em destaque internacional. E apesar da preocupação e o interesse em manter diálogos que demonstrem a realidade dos alunos de inclusão, continua a sua luta por maior amplidão nas leis de proteção ao aluno de EJA. Seja para buscar  novas estratégias políticas  ou para atualização do currículo pedagógico, etc.
“Uma educação prática, democrática, inclusiva e popular”... VII Encontro(...) MOVA Brasil.
Tenho lido sobre  EJA no momento atual, sei que muito vou aprender ainda, mas uma citação de Paulo Freire me faz pensar em minha cidade. Como diz o texto:
”O que não aceito como viável de um ponto de vista democrático e radical- é que os programas, quer nos campos da educação, do abastecimento, do transporte, da saúde, sejam feitos por uma pessoa ou uma equipe distanciadas das massas populares, que não são perguntadas, ouvidas ou indagadas em torno dos seus sonhos...seus mitos...suas esperanças. Nem mesmo em torno de sua vontade, maior ou menor, de estarem presentes no processo de transformação de sua cidade.”  Entrevista com Paulo Freire. www.vereadorchicomacena.com.br
Em minha cidade os recursos para a educação são iguais, mas, ainda é fragmentado o processo. Os alunos  de EJA  da cidade (todos os bairros), passaram a ser atendidos em uma única escola do município  num espaço unificado. O ensino médio em outra escola.
Questiono se foram ouvidos os mais interessados nesta decisão, os alunos. Sem saber dessa mudança vários alunos tiveram que parar de estudar,apesar de a prefeitura disponibilizar um ônibus para transporte,os horários não coincidiram para alunos que estudavam perto de suas casas e trabalhavam na cidade vizinha.Em conversa que tive com alunos do  EJA essa atitude foi por causa da política de educação, que entendeu como mais viável  juntar os alunos por número ,sem observância das necessidades dos alunos , realmente deve ser difícil pensar em indivíduos únicos. Por que não poderia continuar tendo aula para os alunos de EJA em todas as escolas do município? Compreendo as dificuldades do sistema, mas, e os direitos dessas pessoas?...(A sorte dos alunos dessa cidade, é que eu também conheci os profissionais(professores), que trabalham na escola e lutam junto dos alunos,para sanar as dificuldades encontradas no caminho.)
Então, continua ainda a dificuldade, e a solução para  alunos excluídos! São poucos talvez aqui nesta região, mas, não é de grão em grão que a galinha enche o papo? Todos devem ser contemplados com os direitos comuns a todos. O aluno de inclusão merece respeito, para que haja progresso, para que se tenha uma educação igualitária. Com autonomia, como disse Paulo Freire. Com saberes compartilhados. Com políticas públicas que realmente se interessem por dados de alunos sem uma boa educação.


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